Juntar um ritmo de batidas regulares à marcha é benéfico para a cadência e para diminuição da sensação de fadiga. Contudo, não havia estudos que mostrassem a sua relevância em terapias orientadas.

Uma equipa multidisciplinar belga do Rehabilitation Research Center (Hasselt University) e do Institute of Psychoacoustics and Electronic Music (Ghent University) procurou perceber a capacidade das pessoas com Esclerose Múltipla em caminhar continuamente de forma sincronizada, avaliando os efeitos na fadiga, motivação e mobilidade.

Os participantes (pessoas saudáveis e portadoras de EM) caminharam por 12 minutos em três condições: com música, metrónomo (aparelho que através de pulsos sonoros de duração regular, indica um andamento musical) e silêncio.

Todos os participantes sincronizaram com ambos os estímulos, mas as pessoas com EM sincronizaram melhor com música. A cadência da marcha aumento e os doentes sentiram menos fadiga mental e maior motivação para andar com a música em comparação com os metrónomos e o silêncio. Os participantes percepcionaram o mesmo nível de fadiga física.

Os resultados deste estudo demonstram que a música pode oferecer potencialidades terapêuticas e de treino físico para os doentes com Esclerose Múltipla.