
Segunda, 04 Julho 2011 16:41
Começa por haver uma perda das funções visuais, de equilíbrio, de força ou sensibilidade. Gradualmente, surge o descontrolo da função sexual, da bexiga e da memória, bem como alguma fadiga.
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Assim é a esclerose múltipla, doença crónica e degenerativa que interfere com a capacidade do sistema nervoso central em controlar os movimentos do corpo. Afecta mais de cinco mil pessoas em Portugal, sobretudo jovens. Só em medicamentos – disponibilizados gratuitamente nos hospitais – cada doente custa ao Estado entre oito a 20 mil euros anuais.
"Diz-se múltipla porque há múltiplas localizações de lesões no sistema nervoso central", explicou ao CM Joaquim Pinheiro, presidente do Grupo de Estudos da Esclerose Múltipla. O neurologista explica quais os sinais de alerta: perda de visão num olho ou visão dupla, ausência de força ou de sensibilidade nos braços ou pernas, falta de coordenação no andar. Os sintomas aparecem e desaparecem, total ou parcialmente, de forma imprevisível.
A somar ao facto de a população desconhecer a doença, há o problema da adesão ao tratamento. As injecções diárias, em dias alternados ou semanais de medicamentos com efeitos secundários não são uma ideia agradável para os doentes.
Por fim deixa o apelo: "Temos bons profissionais, anualmente surgem técnicas mais eficazes e, apesar da cura ser um objectivo longínquo, a possibilidade de limitar a progressão da doença é real."
Link (Correio da Manhã): www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/esclerose-multipla-afecta-5-mil-pessoas



