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Início > Notícias > Notícias 2011 > Oradores do VIII Congresso Nacional (2011): Resumo das Comunicações

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Já estão disponíveis os resumos das comunicações que os oradores vão apresentar no VIII Congresso Nacional da SPEM sobre a "Terapêutica na Esclerose Múltipla", no próximo dia 3 de Dezembro.

 

Estado da arte na terapêutica para a EM e personalização do tratamento

Dra. Lívia Sousa, Neurologista, HUC

 

Livia Sousa Neurologista HUC Hospitais da Universidade Coimbra Esclerose Multipla

 

 

 

 

 

Médica Neurologista desde 1987 e Chefe de Serviço de Neurologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) desde 2002. É responsável pela Consulta de Esclerose Múltipla naquele Serviço.

Foi Presidente do Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla (GEEM) e da Sociedade Portuguesa de Neurologia (SPN).

Tem participado em múltiplos ensaios clínicos internacionais com novos fármacos para a Esclerose Múltipla.

 

 

Desde a aprovação do interferão beta 1b para a Esclerose Múltipla (EM) nos Estados Unidos da América em 1993 e na Europa em 1995, temos assistido a uma forte investigação no conhecimento e tratamento da EM. Até ao presente ano, estão aprovados para o tratamento da EM quatro interferões, acetato de glatiramero, natalizumab e ainda este ano o fingolimod.

 

Vários outros fármacos estão em investigação, alguns dos quais já com estudos de fase 3 concluidos, pelo que se espera que nos próximos anos venham a ser aprovados para o tratamento da doença.

 

Face a esta multiplicidade de terapêuticas torna-se imperioso o conhecimento detalhado das mesmas e a adequação de cada uma ao doente concreto.

 

Pretendo nesta apresentação efectuar uma revisão sobre a utilização na prática clínica dos medicamentos que se encontram actualmente aprovados e estimular a assembleia para uma sessão interactiva sobre o tratamento de casos típicos.

 

 

 

Sofrimento cognitivo e emocional na Esclerose Múltipla: Que papel para o doente e familiares?

Prof. Doutor Luís Maia, Psicólogo, UBI

 

Luis Maia Psicologo UBI Universidade da Beira Interior Esclerose Multipla 

 

Professor - Beira Interior University

Clinical Neuropsychologist, PhD (USAL - Spain)

Neuroscientist, MsC (Medicine School of Lisbon - Portugal)

Medico Legal Perit (Medicine Institute Abel Salazar - Oporto, Portugal)

Graduation in Clinical Neuropsychology (USAL - Spain)

Graduation in Investigative Proficiency on Psychobiology (USAL - Spain)

Clinical Psychologist (Minho University - Portugal)

Associated Editor – Revista Psicologia e Educação

 

Tel:+351-275 088 893 Fax:+351-275 088 894

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Mobile: (00351) 914 868 182

 

 

 

Parte 1: “Avaliação e Reavaliação Neuropsicológica em Pacientes com Esclerose Múltipla”

Estudos de Caso

Algumas questões…

• Na prática,em que consiste uma avaliação (neuro)psicológica?

• Que dimensões se avaliam?

• Qual a importância da avaliação e reabilitação neuropsicológica?

 

Método Fenomenológico

Tarefas relacionadas coma identificação e a classificação de funções cerebrais…e as suas relações com uma rede de áreas cerebrais, estrutural e funcionalmente identificáveis.

 

Parte 2: Esclerose Múltipla, Cognição Emoções

Cognitive Alterations in MS

Clemmons (2000)

• Sensorial-motor Skills (integration)

• Atention

• Memory

• Languaje Skills

• Viso-Espatial Skills

• Cognitive effectiveness

• Executive Functions

 

Alterações emocionais na Esclerose Múltipla

Clemmons (2000)

• Sintomatologia Depressiva

• Ansiedade

• Inquietação

• Baixa auto estima

• Percepção de baixa eficácia

• Auto desvalorização

• Agressividade (etc.)

 

Parte 3: Intervenção Empatia: uma Janela para a compreensão da pessoa humana

• Dediquei-me algum tempo a observar o processo através do qual um indivíduo se modifica e atinge a maturidade...

• Carl Rogers,1961: In “Tornar-se pessoa”

 

Empatia + Relação de ajuda

• Ajudar?

• Resolver problemas? Aconselhar? Sugerir estratégias para lidar com as dificuldades que nos são postas?

• Verdadeiras necessidades sentidas vs satisfação indiferenciada de vontades vs estilo eficientista

 

• telefone              banho

• refeição              auxiliares de memória

 

• Apoio à maturação psico-emocional vs manutenção de dinâmicas pré-mórbidas (anterior ao internamento e alta)

• Prestar ajuda empática não significa dar soluções ou indicar estratégias --> criar condições relacionais que permitam ao outro descobrir o seu próprio caminho

 

A contribuição do doente como fonte de variadíssimos exemplos para a nossa própria história individual

 

 

O medicamento – da investigação à aprovação e à comparticipação

Eng.ª Paula Costa, Coordenadora do Núcleo de Estudos e Análise, APIFARMA

 

Paula Costa Apifarma Esclerose Multipla 

Paula A. Ferreira da Costa, nasceu em Lisboa em 1973. Licenciou-se em 1997 em Engenharia Química, Ramo de Biotecnologia, pelo Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa. É Mestre em Biotecnologia desde 2000, pela mesma Faculdade, e possui MBA pela Universidade Católica Portuguesa desde 2007.

Conta com mais de 14 anos de experiência profissional na Indústria Farmacêutica, onde teve a oportunidade de trabalhar em diferentes áreas, quer do lado da Industria quer do Regulador.

Iniciou a sua actividade profissional no grupo Atral-Cipan, como investigadora, onde foi responsável pelo desenvolvimento e implementação de projectos I&D, nomeadamente na área Analítica. Entre 2002 e 2007 foi Avaliadora técnico-científica da Qualidade de Medicamentos de Uso Humano e Veterinário, no Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde I.P.. Posteriormente desempenhou funções de Especialista em Desenvolvimento de Produtos, na Hovione Farma.

Actualmente é Coordenadora do Núcleo de Estudos e Análise da Apifarma.

Paralelamente desde 2005 lecciona na cadeira de Medicamentos Veterinários, do curso de Farmácia da Faculdade de Farmácia de Lisboa, como professora convidada.

 

 

 

Os medicamentos são uma das ferramentas de saúde mais poderosas e sofisticadas disponíveis para a sociedade. Nos últimos 100 anos a esperança média de vida aumentou 30 anos e os novos medicamentos foram os responsáveis por 40% desse aumento.

 

Mas o desenvolvimento de um medicamento novo é um processo muito complexo e demorado. As dificuldades dão-se ao nível da investigação científica, pelo difícil que é descobrir drogas simultaneamente eficazes para a doença em causa e seguras, pela necessidade de o comprovar, e devido aos crescentes requisitos a nível regulamentar para aprovação e comparticipação do medicamento, exigências que visam assegurar a qualidade, eficácia e segurança do medicamento, e portanto o bem-estar do doente, e ainda a sustentabilidade do sistema de saúde.

 

O investimento necessário para o desenvolvimento de medicamentos é assim, quer em termos de tempo quer de dinheiro, enorme e têm vindo a crescer. Por outro lado, na actual conjuntura económica, a pressão para que os encargos do estado com medicamentos diminuam tem aumentado, sendo notória nomeadamente ao nível dos critérios exigíveis para a definição do preço do medicamento e da sua comparticipação. Importa por isso conciliar os interesses aparentemente antagónicos, tendo sempre como enfoque o doente.

 

A presente comunicação tem por objectivo dar uma visão global sobre o processo e as dificuldades no desenvolvimento, aprovação e comparticipação de novos medicamentos, centrada na Esclerose múltipla.

 

 

Importância da adesão à terapêutica

Enf. Carlos Cordeiro, Enfermeiro, HSM

 

Carlos Cordeiro Enfermeiro Hospital Santa Maria Esclerose Multipla 

 

 

 

Carlos Alberto Franca e Silva Cordeiro, natural de Lisboa, nasceu em Maio de 1958.

Terminou o Curso Geral de Enfermagem na Escola de Enfermagem Calouste de Gulbenkian de Lisboa, em 1985.

Em 2004 terminou a licenciatura na Escola Superior de Enfermagem Calouste de Gulbenkian de Lisboa.

Iniciou as suas funções no Hospital de Santa Maria a 2 de Janeiro de 1986.

Exerce actualmente funções como responsável no Hospital de Dia de Neurologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte.

É sócio fundador da Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Esclerose Múltipla (APEEM).

 

 

 

A adesão à terapêutica é da maior importância para estabilizar a doença e manter uma boa qualidade de vida.

 

As causas da não adesão são várias desde as que dizem respeito ao próprio doente e/ou aos efeitos secundários da terapêutica.

 

Nos interferãos é normal, nas primeiras 24 horas, o aparecimento de sintomatologia semelhante ao síndrome gripal, bem como o aparecimento, mais tardio, de lesões cutâneas associadas à sua administração, factores que contribuem para o abandono terapêutico.

 

Há, no entanto, formas de minorar este problema tais como o envolvimento doente/familia, monitorização e avaliação do doente/terapêutica e sua eficácia.

 

Este é um trabalho que depende da interacção doente/profissional de saúde, sem o qual toda esta problemática se vê infrutífera.

 

Pretende-se a colaboração e empenho do doente no seu próprio tratamento e exige-se que os profissionais que cuidam estes doentes se munam de conhecimentos e estratégias facilitadores desse acompanhamento razão porque estamos aqui hoje.

 

 

 

 

Importância da adesão à terapêutica

Dra. Alexandra Duque, Psicóloga Clínica, SPEM

 

Alexandra Duque Psicologa SPEM Sociedade Portuguesa de Esclerose Multipla

 

 

 

 

 

 

 

 

Alexandra Freches Duque, é Mestre em Psicologia e Psicóloga Clínica na Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla.

Exerce ainda funções de docente no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz e é Membro Fundador Convidado do Egas Moniz – Centro de Investigação Multidisciplinar em Psicologia da Saúde, no âmbito do qual tem vindo a participar em diversos projectos de investigação.

 

 

 

A questão da adesão à terapêutica tem sido discutida e estudada por vários profissionais da área da saúde, por se constituir como um ponto fundamental para a eficácia da terapêutica.

 

Neste sentido, vários são os determinantes que influenciam a decisão do portador de EM quando aceita e respeita, ou não, o tratamento recomendado pelo clínico.

 

Importa então perceber que as características da patologia, as características do próprio sujeito e mesmo a relação estabelecida com o Técnico de Saúde, influenciam de forma significativa a adesão às recomendações terapêuticas.

 

Neste sentido, torna-se essencial perceber de que forma estes factores determinantes da adesão à terapêutica interagem, de forma a potenciar novas formas de os ultrapassar, promovendo uma boa adesão à terapêutica.


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