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Início > Notícias > Notícias (Arquivo 2010) > Doentes com EM obrigados a reforma antecipada (Relatório do Estudo "Empregabilidade e EM")

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Mais de metade dos doentes com Esclerose Múltipla (EM) deixou de trabalhar devido à doença, revela um estudo promovido pela SPEM.

 

  • Cerca de 55% dos doentes com Esclerose Múltipla encontram-se inactivos, a grande maioria por Reforma.
  • Destes, 39% consideram ter sido forçados a reformar-se antecipadamente.
  • Para 56% dos inquiridos, o diagnóstico de Esclerose Múltipla produziu alterações significativas na situação profissional.

 

De acordo com a pesquisa, a grande maioria dos cidadãos com EM foi despedido ou forçado a reformar-se antecipadamente. Os dados fazem parte do estudo “Empregabilidade e EM”, apresentado pela SPEM no âmbito do segundo Dia Mundial do Doente com Esclerose Múltipla, que se comemora a 26 de Maio, sob o tema central “Emprego e EM”.

 

Os dados do estudo vieram confirmar uma realidade que muitos doentes e famílias já conhecem: 55,6% das pessoas que sofrem de EM encontram-se inactivos, a grande maioria devido a reforma. De facto, dos indivíduos inactivos, 41,5% foi despedido ou reformou-se antecipadamente, 33,2% desistiu por falta de capacidade para trabalhar e 15,7% atingiu o limite de baixa por doença.

 

Entre os desempregados predominam os desempregados de longa duração (75,8%). Entre os reformados 41,1% concordou com a reforma e 38,4% admite que foi forçado a reformar-se. De facto, embora inactivos, 26,9% dos doentes considera-se apto para trabalhar. No último emprego a maioria dos inquiridos tinha contrato efectivo (58,0%) e trabalhava numa empresa privada (53,4%).

 

O estudo indica que o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para garantir uma vida laboral mais longa. Entre os inquiridos, os indivíduos activos (44,4%) tinham menos de 40 anos, com ensino superior e diagnóstico recente da doença. A tipologia mais comum entre este grupo é a Esclerose Múltipla por surtos, juntamente com a benigna. São também as pessoas com menos limitações e que não necessitam de utilizar recursos de apoio.

 

Para 56% dos inquiridos o diagnóstico de esclerose múltipla produziu alterações na sua situação profissional, sendo que tais repercussões tiveram maior intensidade entre os indivíduos mais velhos, com menor escolaridade, com diagnósticos mais antigos da doença, com grandes limitações e/ou que usam recursos de apoio. Entre as alterações mais comuns surgem a necessidade de reforma, a alteração das tarefas profissionais, a adaptação ao posto de trabalho, a baixa ou a redução de horário.

 

Conclusões gerais

Em síntese, cerca de ¼ dos inquiridos considera que um maior apoio por parte da entidade patronal (22,6%) e um maior conhecimento dos colegas sobre a doença (24,5%), assim como a alteração das condições físicas do trabalho (28,0%), teriam ajudado na manutenção do emprego.
De igual modo podiam ter contribuído para a manutenção do posto de trabalho a possibilidade de trabalhar sentado (24,1%), a existência de períodos de descanso (22,2%), um horário flexível (21,8%), a diminuição da quantidade de trabalho (21,4%) e a redução de horário (21,0%).

 

Ficha técnica do estudo

Estudo quantitativo efectuado aos doentes com esclerose múltipla sócios da SPEM durante o mês de Abril. Todos os sócios da SPEM receberam o questionário via postal, sendo que responderam através do mesmo meio. A participação no estudo foi voluntária, tendo sido recolhidos 482 questionários. O erro amostral assumido foi de 4%, considerando-se um intervalo de confiança de 95%. O estudo foi efectuado pela empresa de estudos de mercado Spirituc – Investigação Aplicada.

 

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