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Esclerose Múltipla incluída na Fase 2 de Vacinação contra a Covid-19

By 2021-04-30 No Comments

As Pessoas com Esclerose Múltipla passam a estar incluídas como prioritárias na Fase II do Plano de Vacinação contra a Covid-19. Saiba qual a norma que o protege e como ser sinalizado rapidamente pelo seu médico assistente

 

Apesar de a Esclerose Múltipla (EM) não ser enunciada na norma que se refere à Fase II da Campanha de Vacinação contra a COVID-19, esta encontra-se incluída.

Desta forma, a nossa Associação irá proceder à realização de diversas sessões de esclarecimento, via Zoom, sobre as novas medidas referidas e que afetam diretamente a comunidade de EM (pode aderir no evento criado no Facebook).

Segundo a comunidade médica referiu à SPEM, a interpretação do novo modelo de vacinação deve ser entendido como o padrão mínimo para inclusão das Pessoas com Esclerose Múltipla, entre os 16 e os 79 anos, como prioritários na Fase II.

Assim, o Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla (GEEM) refere que, na Fase II, devem ser considerados doentes sob imunossupressão crónica, e por isso, pessoas sob uma das seguintes terapêuticas modificadoras da doença: Alemtuzumab, Rituximab, Ocrelizumab, Natalizumab, Fingolimod, Cladribina, Teriflunomida e Fumarato de Dimetilo ou fármacos em ensaio clínico ou em utilização off-label com mecanismo de ação semelhante (documento do GEEM aqui).

Por apresentarem risco elevado de complicações graves da infeção por Covid-19 e se integrarem no ponto 12 da nova norma, devem ainda ser incluídos nos grupos prioritários, a ser vacinados na Fase II, aqueles que tenham elevada incapacidade (EDSS≥6) e todos os doentes de EM, tratados ou não, que apresentem outros fatores de risco ou co-morbilidades previstas.

Por sua vez, os doentes tratados com formulações de interferão beta ou acetato de glatirâmero não se encontram incluídos e não devem ser considerados prioritários nesta fase.

Como obter prioridade na Fase II de vacinação?

Segundo a SPEM apurou (numa reunião com a TaskForce), a prioridade não é automática, tendo sempre de ser sinalizada pelo médico assistente (neurologista ou médico de família), através da Plataforma de Prescrição Eletrónica de Medicamentos (PEM) (saiba mais no Comunicado da SPEM).

Esta declaração sobrepõe-se a qualquer informação que exista nos sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e promove a priorização mais rápida da vacinação para as Pessoas com EM.

Assim, o seu médico assistente deve referenciá-lo como prioritário ao abrigo:

  • Da nota 12 –  capacitando-o, em situações excecionais e com base numa avaliação de risco-beneficio, da vacinação prioritária;
  • Da norma – a qual prioriza quem estiver a fazer medicação biológica (como Alemtuzumab, Rituximab, Ocrelizumab e ainda o Natalizumab);
  • Da nota 16 – no caso de fazer medicação biológica, distinta da anteriormente enunciada, como os interferões.

A SPEM agradece a todos os que ajudaram à mobilização para tornar real a priorização da vacinação para Pessoas com EM, que antecipa a sua proteção e sobretudo a prevenção de vir a desenvolver quadros graves e muito graves de Covid-19 dos mais jovens.