Cartaz do evento.

Nos dias 10 e 11 de julho, e a convite da SPFCS – Sociedade Portuguesa de Farmacêuticos dos Cuidados de Saúde, Paulo Gonçalves, Vice-Presidente da SPEM, esteve presente numa reunião sobre o acesso de proximidade da medicação hospitalar aos utentes.

A reunião teve como mote “Vamos Falar sobre que levamos para Marte com o que vivemos na pandemia COVID-19?”, e como objetivo final a elaboração de um paper com recomendações de transformação para o governo, para além da COVID-19. Entre os participantes presentes estiveram também alguns destacados membros que irão contribuir para o Grupo de Trabalho criado pelo governo e, foram respeitadas todas as regras e normas de segurança e higiene que a atualidade impõe.

Este encontro acontece dias depois de um grupo de associações representantes de Pessoas portadoras de doença ter elaborado uma Carta Aberta aos decisores políticos, incluindo o Presidente da República, o Primeiro Ministro, a Ministra da Saúde, a Ministra da Presidência, líderes dos partidos com assento parlamentar, presidente da Comissão de Saúde, DGS, INFARMED, APAH, entre outros, sobre o acesso de proximidade a medicação hospitalar. Subscrita inicialmente por 12 associações, este número rapidamente aumentou, pelo impacto que o tema gera, sobretudo em pessoas com necessidades de medicação de acesso exclusivo em farmácia hospitalar. A Carta Aberta teve um grande impacto e trouxe reações positivas.

Não existe nenhuma ligação direta, contudo, a Secretária de Estado da Saúde emitiu um Despacho para a criação de um Grupo de Trabalho para definir o modelo de dispensa de proximidade de medicamentos, liderado pelo INFARMED. Infelizmente, esse Despacho não inclui algumas entidades importantes, tais como, a Ordem dos Médicos, Ordem dos Farmacêuticos, hospitais como o CH Lisboa Central, o CH do Algarve, ou ainda o interior norte, nem as Associações de Doentes.

No referido encontro houve um reconhecimento pelo trabalho da SPEM e das respostas que adotou tanto no período de confinamento como na retoma. Ficou saliente estarem interessados na colaboração da Associação na formulação de propostas sobre a entrega de medicamentos em regime de proximidade, e patente a participação ativa da SPEM junto das outras associações de doentes.

Assim, foi necessária a criação de um Grupo de Trabalho de Associações de Doentes (ADs), que permitiu juntar a SPEM, as restantes associações que assinaram a Carta Aberta, e ainda outras que se uniram à posteriori, com o objetivo de se organizarem para, eventualmente, virem a ser chamados a participar.

A SPEM está na linha da frente do Grupo de Trabalho das ADs e, após 10 anos de projetos-piloto que não resolveram estas situações, urge apoiar e responder no terreno a quem precisa, protegendo os doentes e seus familiares.

A proposta da SPEM para a entrega de medicamentos hospitalares em regime de proximidade foi apresentada em junho de 2019.

A SPEM agradece a todos aqueles que têm participado nesta luta, o seu esforço está finalmente a dar frutos.

Paulo Gonçalves, em representação da SPEM.