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Vacinação: doentes devem ser prioritários

By 2021-03-31 No Comments

Convenção Nacional de Saúde diz ser urgente a identificação e a organização dos grupos prioritários de vacinação, bem como “saber o que fazer com as chamadas sobras, quando elas ocorrem”

 

Numa altura em que o país se debate com a falta de vacinas contra a COVID-19, a Convenção Nacional da Saúde considera que é “fundamental conhecer com rigor o calendário de vacinação para as patologias consideradas prioritárias”, acrescentando que “os doentes, que são certamente os mais vulneráveis à Covid-19, devem ser considerados prioritários e isso tem de ser explicitado e calendarizado”.

No Serviço Nacional de Saúde, ficaram por realizar mais de 125 mil cirurgias e cerca de 12 milhões de consultas presenciais. Neste sentido, a Convenção Nacional da Saúde (CNS) avança que é urgente recuperar a atividade assistencial, pois há ainda “muitos milhares de cidadãos que aguardam tratamento urgente, como os mais de cinco mil casos oncológicos já identificados”.

“A verdade é que, apesar dos anúncios oficiais desde julho do ano passado, até ao momento, ainda não foi constituída a task-force para a recuperação da atividade assistencial”, explica a CNS em comunicado.

Reunindo mais de 150 entidades do sector público, privado e social da área da Saúde, entre as quais se contam 70 associações de doentes, como a SPEM, as entidades da CNS dizem que é prioritário recuperar a atividade dos cuidados de saúde, aproveitando todos os recursos existentes.

Para este organismo, é urgente a identificação e a organização dos grupos prioritários, bem como “saber o que fazer com as chamadas sobras, quando elas ocorrem”.

“Os critérios desta definição têm de estar cientificamente justificados, têm de ser objetivos e tornados públicos”, acrescentam.

Por outro lado, “é determinante alargar os locais de vacinação aos hospitais – privados e sociais – e às farmácias”.

O objetivo da CNS é, assim, contribuir para que este processo decorra com normalidade, tendo em conta que “temos de vacinar o maior número de pessoas possível, o mais depressa que conseguirmos. Muitas centenas de vidas dependem do êxito desta operação”.