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Saúde e bEM-estar

By 2021-02-05 No Comments

“Mente sã em corpo são”: sabia que apesar do exercício físico não estar contraindicado a pessoas com EM, apenas 20% desta população o faz? 

 

O grande objetivo da “sala” Saúde e bEM-estar, do Congresso Nacional de EM 2020, prendia-se com o debate do slogan “mente sã em corpo são”.

O plano de treino

“Apesar de cada vez mais estarem comprovados os benefícios da prática regular de exercício físico e deste não estar contraindicado a pessoas com EM, apenas 20% desta população o faz”, avança José Marmeleira, professor no Departamento de Desporto e Saúde da Universidade de Évora.

Desta forma, para doentes com EM, o especialista sugeriu a atividade aquática (devido ao aumento do nível de força e de resistência que esta fornece), assim como atividade aeróbica (exercícios de força muscular) e atividades que trabalhem a postura corporal e o equilíbrio (de modo a prevenir a ocorrência de quedas).

José Marmeleira deixou ainda um plano de treino de 30 minutos, a realizar duas vezes por semana, para um adulto com incapacidade leve ou moderada resultante de EM, surto-remissão ou progressiva, que incluía atividade aeróbica moderada e uma sessão de exercícios de força muscular para os principais grupos musculares.

“[As estratégias de nutrição] devem ser individualizadas e testadas em função das características de cada um” (Marta Lima, Nutricionista da ULSM)

Comer de forma equilibrada

Relativamente à alimentação, a nutricionista Marta Lima, da Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), esclareceu que não há nenhum alimento que sozinho tenha influência na melhoria da nossa saúde, por isso, “a alimentação deve ser vista como um todo e é nesse sentido que deve ser ajustada”.

As estratégias a definir devem ser individualizadas e testadas em função das características de cada um”, refere. Segundo a nutricionista é importante termos uma alimentação equilibrada, limitarmos a ingestão de ácidos gordos saturados, dando primazia aos Omega 3 e Omega 6 (potenciadores do efeito protetor e de suplementação), e potencializarmos a ingestão da Vitamina D na absorção do cálcio, a qual aumenta a imunidade a infeções e limita as inflamações.

Marta Lima terminou alertando para a forma como são confecionados os alimentos (principalmente ter cuido com os lípidos) e para a importância de beber muita água, sendo esta vital ao bom funcionamento e regulação do organismo.

Estratégias para melhorar a saúde mental

Por último, Carolina Trindade, psicóloga da SPEM, destacou os desafios que enfrentamos para cuidar da saúde mental e gerir as nossas emoções. A psicóloga recomendou fazermos uma avaliação da nossa mente, conhecê-la e permitir um acompanhamento especializado.

Devido aos efeitos positivos e imediatos no nosso cérebro, inclusive, ao nível do humor e da concentração (podendo este efeito ser duradouro e protetor de outras doenças como depressão, Alzheimer ou demência), Carolina indicou o exercício físico como uma das estratégias para melhorar a nossa saúde mental.

Além desta, referiu ainda a boa nutrição, o aumento do autoconhecimento e a suplementação alimentar e/ou modulação hormonal (que quando medicamente acompanhadas podem também ser benéficas) como métodos para atingir um melhor bem-estar e uma mente mais tranquila.